
Um espírito recém-desencarnado, ao sofrer o acidente de carro que tirou sua vida física, viu-se instantaneamente no lar onde residira com sua esposa, os três filhos e seus pais já idosos.
Isso ocorreu, porque no momento em que viu a carreta descontrolada indo na direção do seu automóvel, o primeiro pensamento que lhe veio à mente foi o da sua família. Devido à gravidade do acidente sua desencarnação foi instantânea.
Ao ver-se em casa, acreditou
que a imagem do acidente não passara de um sonho.

Sua esposa estava na cozinha auxiliando a empregada no preparo da refeição quando se aproximou e sentindo o cheiro agradável da comida, exclamou:

Sua esposa estava na cozinha auxiliando a empregada no preparo da refeição quando se aproximou e sentindo o cheiro agradável da comida, exclamou:
“– Bobó
de camarão! Minha comida preferida!”
– Nossa! Estou sentindo o perfume do seu marido. Acho que ele voltou!
A esposa olhou-a assustada e
respondeu:
– Imagina! Ele saiu bem cedo. Nem sequer havia amanhecido quando apanhou
o carro para sair. Pelo horário deve estar chegando ao seu destino. Sabe o que
eu acho? Ele deve estar pensando no bobó de camarão, pois lhe disse que faria e
guardaria um prato para ele.
As duas começaram a rir.
O espírito acreditava que as
duas estavam brincando com ele, fingindo não vê-lo, ao mesmo tempo em que
falavam de sua pessoa. Contudo, lembrou-se de que acordara cedo e de que faria
uma longa viagem a trabalho. Sentiu-se confuso e foi em direção ao quarto.
Sem sucesso tentou organizar
seus pensamentos. Procurou uma roupa para vestir. Tirou a social que vestia e
pôs uma mais confortável. No entanto, viu-se com a mesma roupa que colocará
para sair. Desesperado e acreditando estar sofrendo de alguma confusão mental
foi ao encontro da esposa.
– Querida! Querida! Precisamos conversar. Tem algo de muito errado
acontecendo comigo.
A esposa nada percebeu. E
mais uma vez a empregada sentiu o seu forte perfume. No entanto, preferiu não
comentar. Nervoso e julgando que aquela brincadeira havia passado dos limites
saiu à procura dos pais que estavam na varanda conversando.
– Pai! Mãe! Os senhores estão bem?

– Não estou apreciando a
brincadeira que estão fazendo comigo. Preciso conversar com alguém. Acredito
estar sofrendo de algum transtorno psicológico.
Seu pai, voltando-se para sua
mãe, disse:
– Será que nosso filho chegou? Até agora não ligou. Estou preocupado.
– Preocupado, por quê? Nosso
filho é um ótimo condutor. Com certeza deve ter enfrentado algum
engarrafamento. Logo dará notícias. Disse sua mãe.
Voltando-se para os pais
exclamou:
– Pai! Mãe! Até vocês? Posso saber quem inventou essa brincadeira
desagradável? Quero que saibam que se a intenção era me irritar, conseguiram.
Vou descansar e quando retornar quero que acabem de uma vez com essa bobeira.
Dirigiu-se ao quarto e tentou
trocar as vestes, no entanto, viu-se mais uma vez com a roupa que vestira antes
do acidente.

Com muita raiva o espírito
desencarnado bateu com suas mãos fluídicas na mesinha de centro da sala e viu o
vidro quebrar-se. No entanto, segundos depois a mesinha continuava intacta.
Começou a sentir uma forte angústia, um desespero a ponto de suas forças lhe
faltarem. Aos prantos começou a perceber que seus familiares não lhe pregaram
uma peça. Eles realmente não o viam, porque ele havia desencarnado. Quando seus
filhos chegaram e receberam a notícia da sua desencarnação sua dor foi ainda
maior. Dizia a si mesmo que não podia ser verdade. Como ele estava morto se
continuava ali, ao lado dos seus, se sentindo vivo? Permaneceu junto dos familiares.
Não teve coragem para acompanhá-los ao velório, aguardando-os em casa.
Ninguém irradiou pelo seu
espírito. Ninguém tinha condições psíquicas para criar ponto de apoio para que
os amigos espirituais pudessem encaminhá-lo para a dimensão psíquica que fazia
jus. Todos desconheciam a vida espiritual e nunca se prontificaram a aprender
algo sobre ela.
Os dias foram passando e o
espírito continuava junto aos seus sentindo todas as necessidades como se
encarnado estivesse. Nos horários das refeições alimentava-se com os
familiares. Inicialmente sugava da contraparte etérea dos alimentos a
vitalidade anímica. Mas não demorou para vitalizar-se acoplado ao duplo etéreo
dos seus, principalmente ao da esposa. Não fazia de propósito. Era quase que
instintivo.
A empregada, médium olfativa, vivia sentindo o cheiro do perfume do ex-patrão pela casa. Contudo, como nada conhecia sobre a vida espiritual, achava normal. A esposa definhava a cada dia. Teve de iniciar um tratamento com antidepressivos. Os filhos já não iam bem nos estudos. Seus pais desejavam morrer. Ninguém aceitava a trágica desencarnação do ente querido. Em contrapartida, o próprio desencarnado não aceitava sua desencarnação. A atmosfera fluídica do lar tornava-se nostálgica a cada dia. O corpo fluídico do espírito desencarnado se densificava, ajustando-se às densas vibrações impressas no ambiente.
A empregada, médium olfativa, vivia sentindo o cheiro do perfume do ex-patrão pela casa. Contudo, como nada conhecia sobre a vida espiritual, achava normal. A esposa definhava a cada dia. Teve de iniciar um tratamento com antidepressivos. Os filhos já não iam bem nos estudos. Seus pais desejavam morrer. Ninguém aceitava a trágica desencarnação do ente querido. Em contrapartida, o próprio desencarnado não aceitava sua desencarnação. A atmosfera fluídica do lar tornava-se nostálgica a cada dia. O corpo fluídico do espírito desencarnado se densificava, ajustando-se às densas vibrações impressas no ambiente.
Contudo, a família necessitou
dos serviços de um bombeiro hidráulico. A empregada entrou em contato com o
profissional para contratar seus serviços. Era um homem de meia-idade,
praticante e estudioso do espiritualismo.
Ao desligar o telefone, fora
inspirado pelos amigos astrais a se preparar espiritualmente antes de se
direcionar para a casa na qual prestaria serviço. E assim o fez.
No dia seguinte, chegando à casa
da família, sentiu a atmosfera pesada do ambiente. Todavia, devidamente
preparado e consciente dos seus deveres, manteve seu pensamento ligado aos
amigos astrais. Seu campo áurico estava envolvido pelas nobres vibrações dos
espíritos intermediários que o protegiam de ataques externos.
– Quem são vocês? Como conseguiram entrar aqui?
Um dos intermediários
respondeu:
– Meu amigo, não percebe que não mais pertence a este plano e que seus
tão queridos e protegidos entes queridos estão definhando com sua presença e o
próprio amigo também está se prejudicando?
– Não quero ficar longe dos meus. Eu os amo! Não queria morrer. Não
estava na minha hora. Não veem que não posso viver sem eles?
Com muita paciência e
respeito o intermediário respondeu:
– Meu amigo, não há distância entre almas afins. Amar é querer o bem de quem se ama. É valer-se de nobres recursos para fazer o bem a quem amamos. Permita-se perceber. Sua esposa morre aos poucos, dividindo com o amigo suas energias anímicas. Há quanto tempo que o espírito dela não se retempera nas dimensões psíquicas que faz jus! Ela vive sob fortes efeitos de tranquilizantes. Se continuar assim desencarnará prematuramente. Ao se desdobrar, quando os fortes medicamentos permitem, vai com o amigo a ambientes fluídicos que prejudicam mais ainda seu corpo fluídico. É isso que o amigo quer? Quer que ela desencarne para lhe fazer companhia? E os seus filhos que sentem a sua falta, terão de ficar sem a mãe? Veja os seus pais que perdem a cada dia a vontade de viver! E sentindo, a seu modo, sua presença essa vontade se intensifica dia após dia. Meu amigo, vença o egoísmo. Desprenda-se das falsas aparências, de tudo o que é material. Se quiser ajudar sua família, precisa se ajudar.
– Meu amigo, não há distância entre almas afins. Amar é querer o bem de quem se ama. É valer-se de nobres recursos para fazer o bem a quem amamos. Permita-se perceber. Sua esposa morre aos poucos, dividindo com o amigo suas energias anímicas. Há quanto tempo que o espírito dela não se retempera nas dimensões psíquicas que faz jus! Ela vive sob fortes efeitos de tranquilizantes. Se continuar assim desencarnará prematuramente. Ao se desdobrar, quando os fortes medicamentos permitem, vai com o amigo a ambientes fluídicos que prejudicam mais ainda seu corpo fluídico. É isso que o amigo quer? Quer que ela desencarne para lhe fazer companhia? E os seus filhos que sentem a sua falta, terão de ficar sem a mãe? Veja os seus pais que perdem a cada dia a vontade de viver! E sentindo, a seu modo, sua presença essa vontade se intensifica dia após dia. Meu amigo, vença o egoísmo. Desprenda-se das falsas aparências, de tudo o que é material. Se quiser ajudar sua família, precisa se ajudar.
Chorando disse ao
intermediário:
- Mas eu não os verei mais!
O intermediário respondeu:
– Quem lhe disse isso? É comum os encarnados terem uma visão
distorcida da vida espiritual e carregarem essas impressões após a
desencarnação. O amigo, inicialmente, até se restabelecer ficará sem vê-los,
mas não significa que não terá notícias deles. E depois poderá trabalhar para
ajudá-los a sair da cegueira que se encontram quanto à vida espiritual. Nada
nesse universo, meu amigo, acontece por acaso.
Quando for conduzido à dimensão
espiritual que faz jus, após se recuperar, entenderá tudo o que lhe ocorreu.
Dê-se essa oportunidade. Permita-se ser ajudado para ajudar os seus. Ao
ajudarmos o amigo estaremos auxiliando a sua família. Valer-nos-emos dos recursos
psíquicos que dispusermos para orientá-los ao estudo de si mesmos. Está vendo
aquele senhor que conserta o encanamento do banheiro da casa? Ele é um dos
nossos autênticos pontos de apoio. Através de suas irradiações à humanidade
realizamos tarefas importantes quanto ao esclarecimento dos nossos irmãos em
essência encarnados e desencarnados. Não se preocupe, o inspiraremos a irradiar
pela sua família, criando-nos o ponto de apoio necessário para auxiliá-los na
evolução espiritual.

Após a orientação dos
intermediários o espírito permitiu-se ser ajudado. Uma equipe de
intermediários, chamados vibratoriamente pelos amigos astrais, conduziu o
espírito para a dimensão psíquica condizente ao seu restabelecimento.
Antes que o profissional
terminasse o serviço, os intermediários realizaram a limpeza psíquica no
ambiente. Os membros da família sentiram-se mais leves e dispostos.
Como haviam prometido, os
intermediários inspiraram o profissional a irradiar pelos membros daquela
família. Apoiados nas suas valiosas vibrações conseguiram auxiliar a todos.
Preso à família, um caso
espiritualista
Por Luciana Costa
A autora Senhora Luciana Costa, nasceu, cresceu e foi educada dentro dos principios espiritualistas da Doutrina racionalista cristã.
Acrescenta que estas obras
foram construídas com a ajuda espiritual de muitos amigos astrais, espíritos do Astral Superior e intermediários a seu serviço, como Amílcar Lopes Cabral,
Augusto Messias de Burgos, Mahatma Gandhi, Custódio José Duarte e Antônio
Pinheiro Guedes, todos orientados por Padre Antônio Vieira, que trabalham com
outros grandes espíritos para o esclarecimento espiritual da humanidade, todos
seus irmãos em essência.
Custo de cada volume:
em Dollar; US$9,00
em Euros; 10,00 €
em Reais; R$34,00
Mais o frete.
Os interessados poderão
contatar diretamente a autora, Senhora Luciana Costa, através:
Facebook:
www.facebook.com/luciana.costa.3133719
Skype:
Luciana.costarc, ou
por Email:
lucianacostacp@gmail.com
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Excelente relato
ResponderExcluirObrigada, José Augusto Almeida.
ExcluirGrande abraço!
Gostei muito desse capítulo do livro. Parabéns Luciana. Informações preciosas em benefício da humanidade...
ResponderExcluirObrigada, amiga Rose Monteiro.
ExcluirGrande abraço!
Uma dica para todos antes de qualquer viaje, por menor que seja o trajeto:
ResponderExcluirApós ter verificados todos os itens de segurança!
Pensar no trajeto, nas pessoas que estarão juntos, numa viaje cheia de alegria e harmonia.
Em seguida eleve os pensamentos as Forças Superiores, ou seja, aos espíritos do Astral Superior, e fazer as irradiações antes de viajar.
Simples, como 1+1=2
http://www.arazao.net/radiorc/limpeza-psiquica-com-explicacao.mp3
Boa Viagem!
Parabéns, a descrição perfeita, ou a que muito disso se aproxima, de um fato que pode ser até corriqueiro na vida de muitas pessoas. É o retrato perfeito de um ambiente psíquico que é desconhecido pela maioria dos espíritas religiosos. Longe das fantasias nos mostra a realidade dura das desencarnações sem o devido esclarecimento.
ResponderExcluirBoa tarde e ótimo sábado aos amigos da espiritualidade. 05/10/24
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