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Fantasmas nas fazendas de café – Histórias que o povo conta


O Brasil foi conhecido mundialmente como produtor e exportador de café, período marcado pela crueldade das leis e práticas escravagistas.

Após a assinatura da Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, apesar de que essas feridas e histórias permanecerem vivas na memória do povo, mesmo assim, houve o incentivo à entrada de imigrantes para cobrir a falta de mão de obra na lavoura.

Pelo medo ao desconhecido, colonos recém-chegados faziam comentários sobre fantasmas de escravos que pelo sofrimento, morreram nessas fazendas, transformando-se em almas penadas, isto é o que corria de boca em boca, onde o medo e o nervosismo tomavam conta de qualquer comunidade.



No final do século XIX e princípios do XX, esta lenda correu solto nas regiões produtoras de café e, o fato é que, os vultos de fantasmas apareciam em certas fazendas pela madrugada, sob a luz do luar, em forma de procissão carregando caixões funerários e, as poucas pessoas que ousavam entre olhar pelas janelas, percebiam vultos que entravam no celeiro, permaneciam lá dentro por algum tempo e saíam com seus caixões funerários, sempre em procissão, cantarolando sons tenebrosos, deixando no ar a ideia de que esses fantasmas, vinham em busca das almas de escravos mortos nessas fazendas.

Assim, as fazendas de café eram assoladas pelo medo, onde lavradores e colonos assustados abandonavam seus trabalhos, ou desapareciam, que aliado a queda dos preços de café, contribuía e muito para torna-las inoperantes e improdutivas por falta de mão de obra.

Verdade ou não, o leitor já percebeu que esses caixões eram verdadeiros “balaios de gatos”. Assim através da malícia, espertalhões se beneficiaram da inocência dos lavradores e colonos, que acretivavam em qualquer lorota, assim roubavam o café e o carregavam dentro desses caixões. 


Fonte: Este conto foi narrado pelo Senhor Miguel Moita, que sempre tinha algo para contar aos seus sobrinhos e divertia-se com tais histórias, uma vez que, no princípio do século, foi um dos colonos no norte Paranaense.


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ROTA DO CAFÉ NO NORTE PARANAENSE

De acordo com o site Panorama do Turismo, o norte paranaense já foi o maior produtor de café do país. Tempos em que o ouro verde dominava as paisagens rurais, fazia brotar localidades da noite para o dia, enriquecia agricultores e ajudava a incrementar o PIB nacional, com recorde sobre recorde na exportação do produto. Hoje, outras lavouras predominam na região – apesar de resistir em algumas propriedades, o café perdeu espaço para o soja, o trigo, o gado.

Dos tempos áureos da cafeicultura, porém, ainda são encontradas muitas referências, lembranças, marcas. Elas estão em fazendas outrora modelo de produção, em edificações nas cidades da região, em plantações novas, nas estórias dos mais velhos, e até na gastronomia. Pois tudo isso foi reunido na Rota do Café, um passeio pelas raízes da colonização do norte do Paraná, com boa acolhida, comidinhas para alegrar o coração e a alma, belas paisagens, gente trabalhadora e, lógico, um verdadeiro cafezinho!

Desenvolvida dentro de um projeto capitaneado pelo Sebrae-PR, a Rota do Café alcança os municípios de Londrina, Arapongas, Rolândia, Cambé, Ibiporã, Assaí, Santa Mariana, Bandeirantes, Cambará, Jacarezinho, Ribeirão Claro, Santo Antônio da Platina, Carlópolis, Conselheiro Mairinck, Tomazina e Ibaiti. Ela agrega 34 atrativos, entre fazendas produtoras antigas ou atuais, estâncias ecológicas, cafeterias, corretora de café, restaurantes, vinícolas, casas de artesanato, pousadas, museus, teatro, agroindústrias familiares, cachaçaria, torrefadoras, entre outros.


Fonte: Panorama Turismo


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  FAZENDA DA GIRONDA NO SUL DE MINAS GERAIS 
A nível de curiosidade, conheça a vida e o progresso da Fazenda da Gironda, ao sul de Minas Gerais e, sua real e interessante história, segundo seu site Fazenda da Gironda que atualmente está transformada num aprazível local de descanso, com conforto e segurança para seus visitantes.

História da Fazenda da Gironda

Localizada no município de Além Paraíba-MG, a fazenda da Gironda guarda em todas as suas construções as marcas do momento áureo em que as plantações de café representavam um poder econômico que permitia a seus donos um padrão de vida que tinha como fonte inspiradora a sociedade europeia e seus costumes.

As formas arquitetônicas da sede e demais benfeitorias, lembram logo à primeira vista, as grandes construções europeias que sempre foram símbolo de poder e requinte.

A fazenda foi aberta por volta do ano de 1850 pelo Sr. Agenor Reis Leite. Cinco anos depois foi vendida para o Sr. José Eugênio Teixeira Leite que no ano de 1876 veio a falecer, deixando de herança para sua filha Francisca Teixeira Leite Soares e seu marido Francisco Belizário Soares de Souza.

Após a morte de Francisco Belizário, sua esposa se viu obrigada a vender a fazenda que então foi comprada pelo Sr. André Roesche sua esposa Alaíde Roesch, um casal de imigrantes alemães que acabavam de chegar na região, isto por volta de 1890.

Os alemães entretanto, resolveram voltar para a Europa e contactaram o Cel. Carlos Teixeira Soares que mostrara interesse anteriormente em adquirir a fazenda e as negociações foram concluídas em 05 de Setembro de 1902.

A Gironda que era uma fazenda com enorme extensão de terras com várias lavouras de café, e utilizava uma linha férrea, cujas vagonetas eram puxadas a burro para transportar café dos cafezais para os tanques de lavagem. Esta linha, foi construída pelo antigo proprietário alemão que era engenheiro civil. Trafegava por esta linha também um bondinho de passageiros, que circulava pela fazenda, transportando seus donos, amigos e parentes.

Com o fim da escravidão acabou a mão de obra barata que trouxe fortunas para os proprietários rurais. A fazenda chegou a ter 193 escravos, sendo 110 homens e 83 mulheres o que na época representava significativo valor financeiro. Além disso o café teve expressiva queda de preço no mercado externo o que praticamente acabou com as lavouras promovendo falências de fazendas em toda a região. Entretanto o Cel. Teixeira soares mudou de atividade e plantou imensos canaviais e construiu um alambique para produzir cachaça, garantindo assim a sobrevivência da fazenda.

Com a morte do Cel. Teixeira Soares, a fazenda foi dividida entre seus herdeiros quais sejam sua muher D. Olga Teixeira Soares e seus seis filhos.

Mesmo após a morte do marido, D. Olga continuou morando na fazenda, vindo a falecer aos 98 anos de idade de uma parada cardíaca em 1983.


Logo em seguida seus herdeiros venderam a propriedade para a empresa Cotril Ltda. Em janeiro de 2012 a Fazenda da Gironda foi adquirida por João Mansur Filho (médico cardiologista de Além Paraíba), filho de João e Lígia Mansur.

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